A História do Linux
Fernanda Ângelo
A criação do sistema operacional veio no rastro do movimento do software livre, que ganhou impulso em 1984 com a fundação do Projeto GNU e a criação, em 1985, da primeira versão da licença GPL (General Public License), escrita por outro guru do mundo Linux (ou GNU/Linux, como ele prefere), Richard Stallman.
Desde o início dos anos 1980 o kernel vem sendo explorado por diversas empresas e programadores, que acrescentaram a ele uma série de aplicações para adicionar recursos ao sistema operacional. Essas melhorias deram origem ao que hoje costuma se chamar distribuição, ou simplesmente distro —um pacote com diversos recursos do Linux, entre aplicativos e até interfaces gráficas diferentes, como se o sistema operacional tivesse ele próprio "skins" ou temas, como o navegador Firefox.
Fins específicos
Comercializadas ou distribuídas gratuitamente, cada distro pode ser criada para um fim específico: algumas rodam em desktops, outras em notebooks, servidores (de rede, de
aplicações, de banco de dados etc), telefones e computadores de mão entre outros.
No Brasil, incentivos fiscais dados pelo governo federal aos fabricantes de computadores que incluírem o Linux em suas máquinas têm ajudado o sistema operacional de código aberto a ganhar espaço entre os usuários. Entre as distros mais utilizadas atualmente no país estão a Fedora, Mandriva, Red Hat e SuSE Linux.
Para ter idéia do nível de utilização do Linux no País, a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) divulgou em dezembro de 2006 que o "Computador para Todos", como é chamado o programa do governo federal para a venda de PCs a preços populares, vendeu 380 milhões de unidades entre janeiro e setembro do mesmo ano.
Também de acordo com a associação, os equipamentos vendidos pelo projeto de inclusão digital —máquinas rodando Linux e com preços abaixo de R$ 1.400— respondem por aproximadamente 7% do mercado nacional de computadores pessoais.
Ainda que muitos usuários substituam o sistema operacional Linux pelo Windows —legalizado ou não— após a compra do computador, os números podem ser considerados um avanço pelos defensores do sistema de código aberto. Isso porque, de acordo com a última edição do estudo "Mercado Brasileiro de Informática e Uso nas empresas", da Fundação Getúlio Vargas, 97% dos desktops corporativos ainda rodam o Windows, da Microsoft.

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